
No contexto das comemorações do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA expressou preocupação com o atual estado social do país, destacando os desafios que os angolanos ainda enfrentam após 23 anos de paz efetiva. A UNITA ressaltou a importância da luta pelos direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais, lembrando o legado dos signatários do Acordo de Alvor, como António Agostinho Neto, Jonas Malheiro Savimbi e Holden Roberto.
O partido da oposição enfatizou que, apesar do fim do conflito armado, Angola continua a viver uma grave crise política e econômica, marcada pelo retrocesso em indicadores de democracia e justiça. A UNITA também denunciou a falta de reconhecimento da contribuição de figuras como Jonas Savimbi e Holden Roberto, considerando isso uma injustiça que desmerece o seu papel na luta pela independência.
Por outro lado, João Pires Sumbo, secretário do Comité Permanente do Bureau Político do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), afirmou à Rádio Correio da Kianda que a paz em Angola é constantemente desafiada por disputas políticas internas entre o governo e a oposição. Ele apontou que os problemas sociais e econômicos continuam a afetar a população, reiterando que a busca por uma “paz duradoura” é um objetivo central para o futuro do país.
Sumbo destacou que alcançar a paz de espírito é uma necessidade coletiva para os angolanos, refletindo o desejo de um país mais justo e equilibrado. Ele enfatizou a importância de curar feridas históricas, promover a justiça social e cuidar da saúde mental como fundamentos essenciais para que os cidadãos possam viver em harmonia consigo mesmos e com a sociedade.
Neste dia de reflexão, Angola marca 23 anos de paz desde o fim das hostilidades, mas a luta por uma sociedade mais justa e igualitária continua.