
Na cidade das luzes, houve mais do que monumentos a brilhar — houve festa, emoção e sotaque português a ecoar no Parque dos Príncipes. O Paris Saint-Germain carimbou matematicamente a conquista do campeonato francês e celebrou o tetracampeonato com um triunfo magro, mas suficiente, diante do Angers (1-0), numa noite em que os jogadores lusos também tiveram protagonismo.
O jogo, a contar para a 28.ª jornada da Ligue 1, confirmou o que já vinha sendo antecipado há semanas: a superioridade incontestável da equipa parisiense nesta temporada. Com 74 pontos e uma vantagem confortável de 24 sobre o Marseille, segundo classificado, o PSG assegura o título nacional quando ainda restam seis jornadas por disputar.
Na partida decisiva, Vitinha e Gonçalo Ramos foram apostas iniciais do técnico Luis Enrique. A primeira parte decorreu sem grandes emoções no marcador, mas foi no segundo tempo que tudo mudou. O jovem Doué apontou o único golo do encontro ao minuto 55, selando não apenas a vitória, mas também mais uma página dourada na história recente do clube.
Aos poucos, o treinador espanhol foi reforçando o meio-campo e as laterais com mais talento português: João Neves e Nuno Mendes foram lançados em campo e integraram os festejos finais que se seguiram ao apito. Gonçalo Ramos, substituído na reta final, juntou-se à celebração a partir do banco.
Com este novo troféu, o PSG atinge o 13.º título da sua história na Ligue 1, consolidando-se como o clube mais dominante da última década em França. Para o Angers, que ocupa o 14.º lugar com 27 pontos, a prioridade permanece na luta pela manutenção — um objetivo bem diferente daquele que ontem se celebrou em Paris.