
Mara Regina da Silva Baptista Quiosa, de ascendência são-tomense, ascendeu à Vice-Presidência do MPLA, mas sua carreira política é marcada por cargos estratégicos com resultados pouco expressivos.
De administradora do Sambizanga a vice-presidente da Comissão da Cidade de Luanda na era Higino Carneiro, Mara Quiosa seguiu o padrão de transitar entre funções com orçamentos robustos e realizações limitadas. Como governadora do Bengo, Cabinda e Kwanza Sul, deixou promessas não cumpridas e um legado de frustração.
No Bengo, Quiosa enfrentou acusações de apropriação de mais de dez edifícios na Centralidade do Kapari, levantando suspeitas sobre transparência e ética em sua gestão. A falta de explicações concretas consolidou sua imagem como parte de uma elite política associada à má gestão e ao favorecimento pessoal.
Formada em Gestão, Mara Quiosa não conseguiu implementar mudanças significativas nos locais por onde passou. No Sambizanga, a precariedade continuou, em Cabinda as promessas de desenvolvimento nunca saíram do papel, e no Kwanza Sul os avanços foram mínimos.
Sua promoção à Vice-Presidência do MPLA reforça o sentimento de muitos angolanos sobre a falta de renovação e soluções concretas por parte do partido. A escolha de figuras com histórico de falhas evidencia um sistema que valoriza lealdade ao partido em detrimento da competência.
O caso de Mara Quiosa simboliza um ciclo político que perpetua a mediocridade e mina as esperanças de progresso em Angola, evidenciando que o MPLA continua preso a práticas que dificultam mudanças reais e necessárias.
Por Hitler Samussuku