
O líder da oposição no Camboja, Kem Sokha, foi condenado a 27 anos de prisão domiciliária por traição, num caso amplamente criticado por organizações de direitos humanos como sendo de motivação política. Co-fundador do dissolvido Partido da Salvação Nacional do Camboja (PSNC), Sokha, de 69 anos, negou as acusações.
O tribunal em Phnom Penh proibiu-o de votar, concorrer a cargos políticos e manter contatos fora da família. O julgamento foi descrito como baseado numa “conspiração fabricada”, segundo o embaixador dos EUA, W. Patrick Murphy.
Kem Sokha foi preso em 2017, acusado de conspirar para derrubar o governo de Hun Sen, no poder desde 1985, sendo esta mais uma medida vista como repressão contra opositores e ativistas no país.