
O político do MPLA, Aniceto Cunha, afirmou que a Frente Patriótica Unida (FPU) não manterá a mesma configuração nas eleições de 2027, destacando tensões internas e possíveis alterações estratégicas.
Enquanto o coordenador do PRA-JA, Abel Chivukuvuku, defende a manutenção e fortalecimento da plataforma, analistas e políticos avaliam possíveis desafios. O jurista Daniel Pereira considera improvável a saída do PRA-JA devido aos compromissos firmados com a UNITA e o Bloco Democrático, ressaltando riscos de incoerência política.
Por outro lado, o cientista político Eurico Gonçalves especula sobre a possibilidade de o PRA-JA integrar um governo de transição liderado pelo MPLA.
Domingos Palanga, deputado da UNITA, garantiu que a FPU continua coesa e sugere a criação de um secretariado-geral para reforçar a organização. Contudo, a ausência de líderes da plataforma em atividades recentes gerou especulações sobre divergências internas.
Aniceto Cunha também apontou descontentamento entre membros veteranos da UNITA, alegando favorecimento de quadros do PRA-JA em detrimento dos históricos do partido, sob a liderança de Adalberto Costa Júnior.
Apesar das declarações, Palanga reafirmou que a FPU mantém-se fortalecida e unida, apostando na estabilidade até 2027.