
Evandro Aragão, ex-comandante da Polícia Nacional de Belas, condenado a uma pena de 26 anos de prisão por envolvimento na morte de dois irmãos em 2023, pode ser libertado nos próximos dias, após o Tribunal da Relação de Luanda ter aceitado o pedido de habeas corpus da sua defesa. Contudo, a sua saída da prisão está temporariamente bloqueada por um documento de foro militar.
O pedido de habeas corpus foi deferido pelo tribunal, uma medida judicial que visa a proteção da liberdade de locomoção do indivíduo quando sua liberdade é ameaçada. Porém, uma pendência relacionada ao Tribunal Militar de Luanda ainda impede que Aragão seja libertado, conforme revelou uma fonte anónima ao Novo Jornal.
Evandro Aragão foi condenado por ser o mandante da morte de dois jovens irmãos na zona Verde, no Benfica, em Luanda, em fevereiro de 2023. Durante o julgamento, ficou claro que Aragão havia ordenado o assassinato, além de ter torturado uma das vítimas antes de sua execução. Os agentes envolvidos no crime também foram julgados e receberam penas de dois anos e seis meses de prisão.
Natália Simões, mãe das vítimas, expressou indignação diante da possível liberação de Aragão, afirmando que a decisão do tribunal chegou como um “tiro no peito”, clamando por justiça. A situação gerou grande comoção entre os familiares das vítimas, que não foram notificados oficialmente sobre os trâmites legais.
A defesa de Evandro Aragão aguarda agora o desenrolar da situação para que o ex-comandante da Polícia Nacional possa ser libertado, enquanto as vítimas e suas famílias continuam a buscar justiça em meio à controvérsia judicial.