
A garantia é do economista Cláudio Pereira, que defende a dinamização das indústrias nacionais e a potencialização das empresas para criar mais postos de trabalho para os jovens, contribuindo para diminuir o aumento populacional que se verifica na capital do país.
“Em condições normais, o Corredor do Lobito vai gerar mais empregos, isso pode canalizar o excesso de jovens desempregados em Luanda”, afirmou.
Com o financiamento dos Estados Unidos da América, Pereira acredita que haverá uma presença significativa de empresas norte-americanas investindo no Corredor do Lobito. No entanto, ele alerta para a necessidade do Estado confiar também nas empresas nacionais para o investimento, destacando que a qualidade é um processo a ser desenvolvido.
“Eu acredito que o Estado deve sim olhar para as empresas nacionais. A qualidade é um processo que se adquire, se não começarmos hoje, nunca teremos. É óbvio que, pelo facto de existir financiamento norte-americano, haverá sim empresas norte-americanas que também podem coabitar com as empresas nacionais, mas ainda assim não podemos deixar de lado as empresas angolanas”, assegurou.
Quanto às expectativas, Pereira espera que esta união bilateral traga resultados positivos para alavancar a economia nacional. “Esperamos que essa junção de serviços e transporte traga uma externalidade positiva, visto que esse serviço vai transportar mineiros saindo da Zâmbia, Tanzânia e Congo. Acredito que, além de exportar, também vai alavancar a indústria nacional, trazendo mais divisas e melhorando a nossa situação económica”, concluiu.