
A China lançou severas críticas às autoridades de Taiwan, acusando-as de “entregar de bandeja” a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), o maior fabricante de semicondutores do mundo, aos Estados Unidos. A declaração foi feita após a TSMC anunciar planos significativos de investimento e expansão no território americano.
Chen Binhua, porta-voz do Gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Taiwan, expressou seu descontentamento, afirmando que a TSMC se transformou em um “pedaço de carne suculenta” que está sendo “desfeita em pedaços”. Ele alertou que a empresa está se tornando “uma companhia americana”, sugerindo que o Partido Democrático Progressista (DPP), atualmente no poder em Taiwan, prioriza interesses partidários em detrimento do bem-estar da população e do setor industrial.
Chen criticou o líder de Taiwan, William Lai, acusando-o de “vender Taiwan” e abusar de seu poder. Ele afirmou que essa trajetória pode levar a perdas significativas de empregos e oportunidades de desenvolvimento para o povo taiwanês.
A TSMC detém cerca de 90% do mercado global de fabricação de semicondutores avançados, essenciais para empresas como Nvidia e Apple. Recentemente, o CEO da TSMC, C.C. Wei, anunciou um investimento de 100 bilhões de dólares nos EUA, que inclui a construção de três novas fábricas e um centro de pesquisa e desenvolvimento. Este investimento segue um aporte anterior de 65 bilhões de dólares em Phoenix, Arizona.
Enquanto a TSMC defende esses investimentos como decisões comerciais, o governo de Taiwan busca estreitar laços com os EUA, especialmente diante das ameaças de tarifas elevadas sobre os semicondutores provenientes da ilha. O líder taiwanês argumenta que a expansão da TSMC fortalece a posição e a competitividade da indústria de semicondutores em Taiwan, mesmo em meio a tensões geopolíticas.