
Um agente da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) viu sua carreira chegar ao fim após ser condenado por roubo e venda de armas de fogo. José André Lumbanvu, agente de 1ª classe, foi expulso da Polícia Nacional (PN) e sentenciado a seis anos e seis meses de prisão por má-conduta e violação dos princípios disciplinares da corporação.
De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o ex-agente desviou duas armas de fogo da unidade onde servia, na província de Luanda, e as vendeu por 70 mil kwanzas cada. Durante o julgamento, Lumbanvu confessou o crime e alegou que cometeu o delito devido a uma dívida de 200 mil kwanzas que tinha com um colega de serviço. No entanto, essa justificativa não impediu sua condenação pela justiça militar.
O tribunal considerou provado que o réu não apenas furtou as armas, mas também munições e outros materiais militares, ação considerada uma grave infração legal. O juiz Martins Domingos, responsável pelo caso, destacou a falta de responsabilidade do agente, além da violação das regras de disciplina e conduta da Polícia Nacional.
O Novo Jornal apurou ainda que este não foi um caso isolado. Na semana passada, o mesmo tribunal condenou dois outros agentes da Polícia Nacional por atos de conduta indecorosa. Os acusados foram responsabilizados pelo roubo de eletrodomésticos pertencentes a um colega e a moradores do município do Cazengo.
Os casos recentes reforçam o desafio enfrentado pelas autoridades em manter a integridade e a disciplina dentro da corporação, garantindo que aqueles que juram proteger a população ajam com responsabilidade e dentro da lei.