
O Presidente do partido Cidadania, Júlio Bessa, fez um apelo emocionante à unidade e à reconciliação em Angola, ressaltando que a paz, celebrada há 23 anos, deve incluir todos os cidadãos. Em um discurso carregado de emoção e reflexão, Bessa relembrou momentos decisivos da história do país e enfatizou a importância da tolerância e do perdão na construção de uma nação verdadeiramente pacífica.
Durante sua fala, Bessa recordou os esforços históricos do ex-presidente José Eduardo dos Santos, que, com coragem e determinação, pôs fim às hostilidades que devastaram o país. Ele destacou que, mesmo com a paz formalmente estabelecida, as feridas internas e as divisões políticas ainda persistem, refletindo um legado de desavenças que continua a afetar a sociedade angolana.
Bessa também trouxe à tona a memória dos três heróis nacionais — Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi —, ressaltando que a luta pela independência não foi apenas um esforço militar, mas um chamado à unidade entre diferentes grupos e ideologias. Ele lamentou que, passados cinquenta anos da independência, muitos cidadãos ainda carregam o estigma de suas origens políticas, tornando-se vítimas de um passado que se recusa a ser reconciliado.
O líder do Cidadania enfatizou a necessidade urgente de reescrever a história do país de forma inclusiva e justa, onde todos os heróis da luta pela liberdade sejam reconhecidos por suas contribuições. Para ele, é essencial que a narrativa da nação reflita a diversidade de experiências e vivências, promovendo um entendimento mais profundo e abrangente entre os cidadãos.
Bessa concluiu seu discurso com um apelo à criação de uma “Comissão da Verdade”, inspirada em modelos de reconciliação bem-sucedidos em outros países. Ele acredita que esta comissão pode oferecer um espaço seguro para o perdão mútuo e a cura, ajudando a restaurar a paz de espírito e a dignidade de todos os angolanos, independentemente de suas histórias pessoais.
A mensagem central de Júlio Bessa é clara: a verdadeira festa da paz não pode deixar ninguém de fora. Somente por meio da inclusão, do diálogo e do perdão, Angola pode avançar para um futuro mais harmonioso e próspero.