
O ex-presidente dos EUA mantém pressão sobre Pequim enquanto negociações para o futuro da rede social avançam.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou sua disposição para reduzir tarifas sobre importações chinesas caso Pequim aprove a venda do TikTok para investidores norte-americanos. A declaração foi feita na última quinta-feira, a bordo do Air Force One, enquanto ele respondia a perguntas sobre possíveis negociações comerciais.
“Se nos oferecerem algo positivo, estamos dispostos a reconsiderar as tarifas. Com o TikTok, por exemplo, a China pode aprovar o acordo e perguntar: ‘E as tarifas?'”, explicou Trump, destacando que as tarifas impõem um forte poder de barganha.
O republicano, que recentemente impôs uma nova tarifa de 10% sobre produtos de 184 países e territórios, incluindo a União Europeia, já elevou as taxas sobre importações chinesas para 54%. Apesar disso, ele deixou em aberto a possibilidade de uma flexibilização caso a China aceite viabilizar a venda da operação norte-americana do TikTok.
NEGOCIAÇÕES EM ANDAMENTO
Trump afirmou que está “muito próximo” de um acordo para garantir o futuro da plataforma nos EUA, ressaltando que existem vários grupos interessados na compra. Entre os possíveis compradores, a mídia norte-americana cita Amazon, Oracle e o fundador da OnlyFans, mas Trump não confirmou nomes.
A pressão sobre o TikTok aumentou depois que a Justiça dos EUA determinou que a plataforma deveria se desvincular da empresa-mãe, a ByteDance, por questões de segurança nacional. Washington teme que dados de usuários norte-americanos estejam sendo acessados pelo governo chinês.
A China, por sua vez, já rejeitou em março a proposta de Trump para reduzir tarifas em troca da venda da aplicação. Mesmo assim, o ex-presidente mantém o tema em pauta, usando as tarifas como um possível incentivo para que Pequim ceda.
Com o prazo final para a venda do TikTok nos EUA se aproximando, as negociações seguem intensas, e Trump continua a usar sua estratégia de pressão econômica para obter concessões da China. Nos próximos dias, espera-se um desfecho para um dos casos mais polêmicos envolvendo tecnologia e geopolítica.